Depoimentos dos aprovados - Janaina Sousa

Amigos,


Seguindo a idéia de compartilhar os depoimentos dos aprovados no último concurso do MPF (27º), segue abaixo o depoimento da Janaina Sousa, uma guerreira que já exercia a profissão de Promotora de Justiça e me deu a honra de tê-la como colega no MPF! São palavras preciosas:


"Ter em mente que a aprovação é possível.


Antes de traçar estratégia de estudos, é preciso ter em mente que a aprovação é factível. Sem sombra de dúvidas o concurso é difícil, mas não impossível. A especificidade do concurso do MPF é grande obstáculo a ser superado, precisa ser visto como fator desafiador, podendo se transformar em um ponto positivo para aquele candidato que, antes de tudo, busca conhecer a banca. Eu diria que é preciso viver a vida do examinador, mas a vida acadêmica e profissional. Muitos dos examinadores têm blog, twiter e, mais importante, tem currículo na plataforma lattes, sendo fonte imprescindível para conhecer seus textos, livros e linha acadêmica. O google + tem a ferramenta do gmail acadêmico, que torna a busca por obras dos autores mais fácil. Recebi uma dica de outros aprovados, o destaque é para ressaltar que mais de duas pessoas me falaram da necessidade de buscar na internet a foto de cada examinador, isso é ensinamento de neurolinguística. Pode parecer estranho, mas achei muito válida essa técnica, estudava pensando, imaginando como o examinador poderia elaborar cada questão, isso se potencializava quando passava a resolver e reler cada questão dos concursos anteriores. Só não consegui usar a técnica na fase oral, com a alteração da banca em direito internacional.


Não esqueça, não se passa no concurso do MPF apenas gênios ou especialistas em uma única matéria, me considero uma ex-candidata de concurso muito básica, mas que sempre buscou saber um pouco de cada matéria, lembre-se que todos os grupos têm ponto de corte e na prova oral, todas as matérias. No meu caso especifico, fiz três concursos até lograr a aprovação, no 25º MPF não passei na primeira fase, no 26º MPF não passei na subjetiva, fiquei no grupo II e IV e no 27º MP, veio a aprovação, há muito esperada.


Vejam que minha ponderação de que não precisa ser fenomenal para lograr aprovação, não significa que na carreira não tem gênios, já percebi em pouco tempo de posse, que existem muitos talentos no MPF, como o autor do blog, não só por ter sido o primeiro colocado no concurso, mas por toda sua vida acadêmica (que vocês encontrarão no lattes) e principalmente pela sua humildade de ser o número 1.

Sugestões bibliográficas.


A maneira de estudar e a bibliografia utilizada é muito subjetiva e peculiar, cada um tem uma percepção e forma de apreender o conteúdo. Minha forma de estudar foi tendo que ser adaptada, pela necessidade de conciliar o trabalho, os estudos e a vida pessoal, algo difícil, mas com algumas renúncias temporárias e foco, é possível. Assim, quando decidi estudar, me isolei de todo mundo, resumi minha vida a família mais próxima e a poucos amigos. Via de regra, estudava de 19h até 23h30. Quando não tinha atividades do trabalho nos fins de semana, aos sábados, domingos e feriados, estudava de dez a doze horas por dia. Gravava meus estudos e ouvia no som do carro ou quando tomava banho. Tentava, só assistir a TV Justiça, mas às vezes quando o cansaço chegava, não consegui fazer nada disso, mas depois buscava recuperar o tempo perdido. O importante é estudar todos os dias, mesmo que seja uma hora, trinta minutos.


Abaixo a bibliografia que utilizei na minha preparação:

1) Constitucional: Li por duas vezes, fazendo, inclusive fichamento, o curso de Direito Constitucional do Daniel Sarmento, uma vez que percebi que a examinadora gostava dos posicionamentos do autor;

2) Administrativo: Estudei pelo Alexandre Mazza;


3) Direito Processual Civil: matéria que nunca tive muita afinidade, então procurei não ler só resumo, então estudei o livro do Haroldo Lourenço e estudei também o resumo da juspodvim de tutela coletiva. Mesmo sem ter lido na época da preparação do MPF, mas para outros certames anteriores, acho válida a leitura dos volumes 1 e 4 do Fred Didier;


4) Direito Civil: Outra matéria que nunca tive afinidade. Estudei pelo Flávio Tartuce, volume único e fiz várias vezes as provas anteriores. E, pasmem, comprei e fiz a leitura de todos os resumos de plástico da Saraiva de direito civil.


5) Penal: Li o livro do examinador e seus textos, e o resumo da juspodivm, na parte geral. Na parte especial, tentei ler o máximo que pude do Código Comentado do Rogério Sanches;


6) Processo Penal: Como achava que tinha afinidade com a matéria, não dei muita ênfase ao estudo. Li tudo que tinha de textos da examinadora, mais a parte de recursos e prisão do livro do Eugênio Pacelli.


7) Financeiro: Estudei pelo resumo que fiz das aulas do curso Alcance.


8) Econômico/Consumidor: Estudei pelo resumo do grupo, li duas vezes a nova Lei do Cade e estudei pelo resumo que fiz das aulas do Alcance.


9) DIP e DIPrivado: Estudei pelo livro do Portela. Complementei com textos do examinador e também o resumo do grupo. Na prova oral, o resumo do grupo não me ajudou, pois houve mudança da banca.


10) Direitos Humanos: Li todas as obras que tinha do André de Carvalho Ramos.


11) Tributário: Estudei pelo livro do Ricardo Alexandre, resolvi as provas anteriores e li a Constituição no capitulo especifico da matéria;


12) Direito Eleitoral: Estudei apenas pelo resumo da Juspodvim, do Jaime Barreto e minha parte de revisão no resumo do grupo


13) Direito Ambiental: Estudei pelo livro da juspodivm com as leis comentadas do Leonardo de Medeiros Garcia.


Além disso, tentei manter a leitura dos informativos do STJ e STF no site do dizer o direito e no blog o Processo. Acessava sempre o blog do Edilson Vitorelli e do Bruno Barros, bem como o site do MPF para me manter atualizada com o que acontecia na Instituição .


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